Um estudo realizado por Buckminster Fuller, visionário e arquiteto americano, diz que até o ano de 1900 o conhecimento produzido pela humanidade dobrava aproximadamente a cada 100 anos. No final da Segunda Guerra Mundial esse período já havia caído para 25 anos. Hoje, esse cálculo é um pouco mais complexo devido às diferentes formas de conhecimento, mas, na média, o conhecimento humano dobra a cada 13 meses. De acordo com um estudo realizado pela IBM, considerando o impacto da Internet das Coisas (IoT), a projeção é que até 2030 o conhecimento da humanidade dobre a cada 12 horas!

Em mundo onde o conhecimento assume um crescimento exponencial, aprender a aprender torna-se mais importante do que saber! Neste cenário, devemos nos ajustar e quebrar alguns paradigmas como:

Conhecimento “Just in Case” vs “Just in Time”

O maior diferencial no mercado não é mais um MBA, sua experiência ou uma certificação (Conhecimento Just in Case), é sim a sua capacidade de se adaptar e aprender mais rápido do que os seus pares e concorrentes se adaptam e aprendem (Conhecimento Just in Time).

A Tecnologia como “MEIO” não como “FIM”

Devemos entender que, apesar de trazer grandes impactos no nosso dia a dia, a tecnologia é apenas o “como” e as pessoas são o “porquê”. No processo de aprendizagem a tecnologia atua como catalisador alavancando o engajamento das pessoas através da interatividade, praticidade e acessibilidade do conteúdo.

Andragogia vs Pedagogia

O conhecimento deve ser descodificado e transformado em habilidades e competências que gerem resultados. Precisamos quebrar o paradigma de ensino pedagógico adaptando-o à realidade andragógica, ensino para adultos, buscando a maximização e absorção do conhecimento através da aplicação prática.

A Falácia do Conhecimento

Um dos principais desafios em se cultivar inovação está na relevância que o conhecimento tem para nos expressarmos como indivíduos. Vivemos em um paradigma e acabamos nos definindo pelo conhecimento que adquirimos. Deixar de saber o que sabemos passa pela crise em deixar de ser quem somos.

Não é conhecimento que nos define, mas a nossa capacidade de transformá-lo em resultados. Portanto, o conhecimento é apenas o meio. Podemos chegar aos nossos resultados de formas mais eficientes ou a resultados superiores das mesma forma.

Segundo Alvin Tofler, futurista e escrito americano:

 

“O Analfabeto do século XXI não será mais aquele que não sabe ler e escrever, será aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.”

 

A parte mais relevante na nova equação do aprendizado apresentada acima é o processo de desaprender não só pela sua importância, mas, também, pelo desafio em abandonar o conhecimento adquirido para tentar algo novo.

A única forma de inovarmos é desafiar o nosso conhecimento dia a dia e nos esforçarmos no processo de desaprendizagem para trazermos novos resultados para processos já estabelecidos.

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